09/12/2010
Rampas facilitam vida de universitários deficientes
Flavia Ribeiro – 4ºSemestre (flavinhadiasribeiro@hotmail.com)
Vanessa Carvalho – 4º Semestre (nessa18carvalho@hotmail.com)
Por um simples correr de olhos é fácil ver: nada de escadas. São as rampas que ligam as salas de aula á cantina. As rampas que ligam os laboratórios ás áreas de convívio. As rampas que ligam a biblioteca aos espaços de convivência da universidade.
Para o estudante do 8º semestre de Engenharia de Produção, Yves Raphael Carbinatti, paraplégico, o único problema é a vaga para deficientes do bloco 15, o bloco onde acontecem suas aulas “no estacionamento eu paro sempre no bloco 14, pois a vaga destinada a pessoas com deficiência é bem ampla, ótima para a retirada da cadeira de rodas, já a vaga do bloco 15 é meio complicada de parar, pois é bem apertada e dificulta para retirar a cadeira de rodas.”
Segundo o professor Natanael Macedo Jardim, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, as rampas foram construídas meio que no acaso, nada foi pensado de forma a facilitar cadeirantes e deficientes, “a lei que obriga a ter rampas em instituições de ensino foi criada á uns 25 anos, essas rampas foram construídas á muito mais tempo” e conclui “apesar de algumas serem fora do padrão permitido e recomendado, todas estão de acordo com o que a lei exige”.
Ainda segundo o aluno Yves, no campus onde ele estuda, o campus SBO, ele não encontra dificuldades para transitar “pelo
contrário, é bem acessível e tenho muito apoio dos amigos. Para ir aos laboratórios e etc, não tenho dificuldades, é tudo plano e as rampas são com boas inclinações.” Para a aluna Angélyca Paiva não é diferente. Ela que é aluna do 4º semestre de Jornalismo, e usa uma muleta para se locomover, não encontra dificuldade em andar pela universidade, seu único medo é que as pessoas esbarrem nela “a minha preocupação e cuidado é para que as pessoas não esbarrem em mim. Geralmente, os alunos estão distraídos e apressados, por isso sempre tomo cuidado.”
Com relação ao se movimentar na faculdade, Angélyca reclama do cansaço e da distancia entre os blocos “a distância entre o bloco que estudo e a biblioteca é grande, eu me canso de ir até lá, mas não tenho dificuldade de acesso, já que no trajeto não tem escada, degraus ou qualquer outro obstáculo” e completa dizendo que acha um incentivo não haver degraus “É um incentivo sim. Quando eu fui até a Unimep pela primeira vez, procurei checar se o local era de fácil acesso.”
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