Paixão pelo radical Muita adrenalina na terra, na água e no ar. Daniane Gambaroto dgambaroto@yahoo.com.br Thiane Mendieta thimendieta@hotmail.com Há quem não se meta a praticar esportes radicais. Há aqueles que dizem que nunca irão se arriscar e cedem, e também os corajosos, mas não apenas a coragem. Nesta área segurança é primordial na escolha da atividade a ser praticada.
Equipe superando "medo" durante a prática do rafting Rampas naturais são utilizadas e atraem muitos adeptos do vôo livre. O programador de máquinas, Danilo Moraes, 27, conheceu o esporte através da indicação de um amigo. “Na verdade ele me convidou para praticar vôos de asa delta, mas acabei me apaixonando pelo parapente”, conta.
Parapente é uma atração para os moradores da região de São Pedro O curso para quem pretende iniciar no parapente dura em média três meses, e após a conclusão o aluno ainda recebe o acompanhamento do instrutor durante seis meses. Além do curso, que custa em torno de mil e duzentos reais, ainda precisa do equipamento, que pode custar até oito mil reais. Já a prática do rafting é mais modesta. O aventureiro tem que desembolsar cerca de 80 reais para uma atividade que dura de três a quatro horas. Para o instrutor Fabio Ramos Lourenção, conhecido como Fabinho, Brotas é uma cidade elitizada e atrai públicos de poder aquisitivo maior,.“Vem muita família, casal e também empresas”, afirma. Não há restrição, qualquer pessoa pode praticar.O único fator que pode ser impeditivo é o nível do rio. “Se a água sobe demais existe uma lei que proíbe a descida do bote”. O esporte também aceita crianças acima de dez anos ou maiores de 1,20 de altura, o que não impede que uma avaliação do instrutor permita exceções., “Neste caso optamos pelo mini-rafting” completa Fabinho. Para quebrar qualquer rotina A correria do dia-a-dia, preocupação com os deveres a cumprir, além da competição interna com seu próprio companheiro de trabalho. Tudo isso gera desconforto em empresas. Como suportar toda essa pressão da melhor forma possível? Uma ferramenta moderna e inovadora, de desenvolvimento humano e organizacional está disponível no mercado. O Outdoor Training é um treinamento vivencial ao ar livre, focado no desenvolvimento e fortalecimento das equipes de trabalho. O intuito é relacionar vivências com atividades de aventura e natureza adaptadas ao cotidiano das empresas.
Instrutor de rafting há mais de 13 anos, dez voltados ao empresarial, Fabinho Lourenção, bi-campeão mundial do esporte com a equipe Bozo d’água, já presenciou casos de superação do medo com a prática da atividade. “Passamos o treinamento antes de realizar a atividade. Alguns chegam com receio, mas depois que notam a responsabilidade com que o trabalho é feito pelos instrutores, se entregam ao esporte”. Ele considera uma derrota quando algum dos participantes desiste de realizar a atividade. “O trabalho dos instrutores é fazer com que as pessoas superem seus medos, seus limites, principalmente durante o Outdoor training. Sinto-me derrotado quando alguém desiste de fazer o esporte”, comenta Lourenção. Para Tânia M. de Menezes, encarregada de RH/Pessoal, o treinamento foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Além de contratar o serviço para a empresa que trabalha, ela também participou. “Nesta área de RH as empresas se conversam, quando me foi solicitado um treinamento de liderança pela diretoria, entrei em contato com um amigo que me indicou o Outdoor em Brotas”. As práticas propostas em Brotas procuram mobilizar questões como liderança, trabalho em equipe, colaboração, sincronismo e interesse. “Durante as atividades ficou nítido o espírito de competição, de egoísmo. Existiam pessoas que queriam ganhar a qualquer custo e se esqueciam do objetivo do grupo”, comenta Tânia. De outro lado também se conhece um perfil diferente das pessoas com quem se trabalha, elas revelam totalmente descontraídas fora da rotina. “Queríamos um nome forte para colocar na nossa equipe de rafting e sugeri ‘superação’. Um dos meus chefes logo descontraiu e disse: nossa equipe se chamará chupa que é de uva” , complementa Tânia com risos. Para o crescimento da empresa, ela acredita que se deve cada vez mais investir em atividades neste sentido, buscar a superação e o trabalho em equipe voltados a um único objetivo, pois no dia-a-dia o que se percebe é que muitos dos ensinamento aprendidos no treinamento ficam esquecidos, se tornam coisa de momento., “Quanto mais treinamentos e palestras, melhor. As pessoas tem culturas e instruções diferentes” Já para o crescimento pessoal, Tânia se diz realizada. Superou o medo de água, pois ela não sabe nadar, e principalmente o medo do esporte em si. Uma das tarefas proposta é feita de olhos vendados, o que põe em xeque a “confiança” nas outras pessoas somadas à força interior de cada um para completar o exercício. “Me sinto uma pessoa mais forte, mais corajosa e com muito mais capacidade depois do treinamento”. Na empresa também houve avanços. “Eu já era uma pessoa prestativa, companheira, sempre disposta a ajudar as pessoas, mas o Outdoor me ajudou muito, agora eu sei distinguir quando devo ser amiga e quando devo ser uma líder”. Exemplos de superação são encontrados todos os dias, Lia Moraes, coordenadora de uma das agências de Brotas, e envolvida principalmente no fechamento de pacotes com as empresas, conta que já presenciou vários casos. “Muita gente tem medo de água, muita gente tem medo de altura. O caso mais recente foi de uma garota de 25 anos, do treinamento da Schincariol, ela estava procurando algo mais light, só um treinamento, uma trilha de orientação e não queria nada de muito radical. Convidei-a para passar um final de semana em Brotas para conhecer, ela assistiu a palestra, ouviu a orientação do instrutor, e se sentiu totalmente segura para praticar 5 tirolesas que somadas completam 1020 metros de comprimento, à 60 metros de altura, inclusive ela própria filmou sua superação”.
Equipe Bozo d'Água- Alaya- Tetra Campeã Brasileiro em 2007
Equipe Bozo d'Água-Mundial 2009
Edição: Mayara Banow |
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