14/12/2009
Dia Mundial da Luta Contra a Aids é relembrado em palestra
Assistente social do Cedic informa e esclarece a situação das doenças na cidade e região Rafaela Ometto - 6º Jornalismo
Para contribuir com o Dia Mundial da Luta Contra a Aids celebrado em 1 de dezembro, o Sesc Piracicaba realizou palestra com a assistente social do Centro de Doenças Infecto Contagiosas da Secretaria de Saúde de Piracicaba (Cedic), Leda Maria Malosá Morão. Leda, que trabalha na área da saúde há 35 anos, iniciou o encontro esclarecendo abertamente a importância de se criar/aumentar a consciência perante as doenças sexualmente transmissíveis que também levam à morte, assim como a AIDS. “Atendo em média 150 pessoas por dia, sejam doentes ou com suspeitas. As pessoas não dão importância para cuidados como o uso da camisinha, mas é muito sério”.
A presença de jovens entre 12 e 20 anos fortaleceu um diálogo bastante natural e de linguagem fácil. Na ocasião os participantes puderam conhecer mais sobre as doenças que existem atualmente e também orientação sobre o uso e manuseio correto dos métodos contraceptivos e de prevenção. Com imagens chocantes de algumas DST´s, Leda mostrou aos jovens as doenças que existem, como elas surgem no organismo e quais as probabilidades de se adquirir a partir do descuido nas relações sexuais, compartilhamento de drogas e outras maneiras. Outro ponto importante abordado durante a palestra foi o abuso da pílula do dia seguinte. “As meninas têm relação sem conhecer o parceiro e depois compra a pílula na farmácia.”, afirma. “Para adquirir não é necessária a receita médica e por isso há facilidade na compra.”, completa.
Após a palestra, Leda conversou com o Na Prática e contou que o Cedic é referência no atendimento de Piracicaba e mais 26 municípios da região. “É um centro preventivo e também um ambulatório, onde portadores do HIV recebem tratamento durante o dia todo e depois retorna para casa”, afirma. A equipe de médicos é multiprofissionais com presença de especialistas como ginecologista, dermatologista e outros. Além das DST´s e portadores da Aids, atende-se também pacientes com tuberculose e hanseníase. Leda conta que realiza ações educativas em todas as regiões atendidas. “Realizo constantemente ações educativas com aproximadamente 300 jovens por palestras. Faço esse trabalho com muito amor, pois é necessário.”, enfatiza.
Dia Mundial de Luta Contra a AIDS
A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministro da Saúde. Edição: Vanessa Haas
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