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Carnaval
Já tivemos carnaval!
 
Carla Bovolini
Mariana Alonso
 
 
 
“Chegou a turma do funil
Todo mundo bebe
Mas ninguém dorme no ponto”
(da canção Turma do Funil)
 
O antigo carnaval de salão do Rio Branco Esporte Clube em Americana traz ótimas recordações aos antigos foliões, entre eles Carlos Roberto Rondelle e Mary Rondelle.
Os blocos e as matinês eram tradição para a família Rondelle e para muitas famílias americanenses. A cada ano já em janeiro, iniciavam os preparativos, idealizando as fantasias, indo à costureira, comprando adereços. Tudo em nome da folia. Viveram intensamente os dias de carnaval. Produziam fantasias, divertiam-se na limitação de sua condição financeira, mas jamais permitiram que a chama e clamor carnavalescos não estivessem presentes.
E lá iam para o baile, sempre animados. Não fosse pelas marchinhas, já seria pelo raro prazer de experimentar o guaraná Brahma em garrafa de vidro marrom ou pelos sedutores confete e serpentina. As marchinhas já eram, naquela época, as mesmas que ainda ouvimos e tentamos curtir hoje. “Alalaô, mas que calor!!” “ Índio quer apito, se não der pau vai comer!”. “Ôôôô, Aurora!”
O país fervilhava, mas a folia se vestia de índios, bailarinas e pierrots.
Deliciosos bailes que terminavam às quatro, cinco da manhã e que já retomavam na matinê do dia seguinte, às duas da tarde. Sem cansaço, sem restrição ao prazer do divertimento mais pueril. As crianças também tinham direito... pequenos foliões a repetir e perpetuar a cultura da atração pelos confetes. Piratas, baianinhas, melindrosas...
 
“Tanto riso, quanta alegria...mais de mil palhaços no salão,
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina..
No meio da multidão..." ( da canção Máscara Negra)
 


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