03/12/2009
Comércio Sumareense cresce, mas fama de pequeno e fraco continua
Apesar da força econômica, Shopping Center não apresenta viabilidade técnica em Sumaré
Luan Antunes - 6º Jornalismo
Sumaré terminou outubro com saldo de 436 novos empregos na cidade, segundo dados do CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desse total, 136 somente na área de comércio, impulsionado pelo ritmo das vendas de Natal. Apesar dessa participação de 30% no número de empregos formais, o comércio de Sumaré ainda apresenta limitações e dificuldades.
Para Vilson Alves, vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico Sumaré, a cidade tem perfil industrial e por isso o comércio cresceu somente nos últimos anos, ao contrário de cidades próximas como Campinas e Americana. “Com o desenvolvimento das indústrias e o aumento da economia, os grandes magazines passaram a se instalar aqui. Perceberam o grande mercado que surgia”, explica. Para ele a população começa também a dá valor ao mercado local. “Dia a dia o povo sumareense passa a prestigiar ainda mais o comércio do centro da cidade”, afirma. Localizada entre a Rodovia Anhanguera e a Bandeirantes na Região Metropolitana de Campinas, Sumaré vivenciou uma explosão populacional de quase 400% na década de 70. O aumento desordenado da população fez com que o município ficasse dividido em sete dispersas regiões: Centro, Picerno, Matão, Nova Veneza, Maria Antonia, Área Cura e Hortolândia, distrito emancipado em 1991. Hoje, cada uma das seis regiões apresenta forte comércio, porém com uma grande dependência dos serviços bancários da região central. ![]() Para Eduardo Nunes, gerente de loja, o cliente fiel do comércio da cidade é exatamente aquele que mora perto do centro. “Quem mora no Matão compra em Campinas obviamente”, afirma o comerciante. Por muito tempo, os locais de compras da maioria dos sumareenses, se resumiam à Campinas – cidade com forte comércio de rua e Shoppings Center - e Americana – pólo têxtil da região. Hoje, porém, a prefeitura promove eventos e sorteios para reverter isso. Quem convive com a estrutura comercial de outras cidades, já apresenta uma visão mais crítica do comércio sumareense. Para a fisioterapeuta Giane Cia, moradora de Americana e trabalhando em Sumaré, ainda falta um ponto essencial para conquistar consumidores. “Sem calçadão, aqui não agüenta mais”, enfatiza. No entanto, Cia lembra a permanência de algumas grandes redes de lojas de vestuários, que Americana, como pólo têxtil, não tem. A cidade, por não apresentar um calçadão, terá dentro do calendário de Natal 2009 a interdição do tráfego de veículos na Avenida Sete de Setembro – a principal do comércio – dos dias 14 a 18 de dezembro, das 18 às 22 horas. Segundo a Associação Comercial da cidade, durante todo o mês de Dezembro, as lojas ficaram abertas das 8 às 22 horas de segunda a sexta. ![]() Reivindicação antiga da cidade, a instalação de um shopping Center próximo ao centro, segundo o secretário, não apresenta viabilidade técnica, e muito menos a modelação de um consumidor fiel. “Não é interessante para nenhum empresário abrir um shopping Center em Sumaré, porque mesmo com o empreendimento local, muitos continuariam comprando em Campinas”, explica Alves, que não vê um empreendimento desses como realidade a curto prazo. Para ele é preciso analisar um local estratégico que atraia não só a população local. Edição: Vanessa Haas
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