11/11/2009
Debate Apresenta o “Outro Lado” da Atividade de Assessoria de Imprensa
Vieira Júnior – 4º Jornalismo
jornalistas foram convidados pela professora de assessoria de imprensa, Ana Paula Silva, para conversar com os estudantes,
com o intuito de falarem sobre assessoria de imprensa segundo a visão de quem está do lado das redações. A atividade
ocorreu no auditório do Bloco 7 da Unimep e contou também com a presença de alunos do 2º semestre do Curso
Os convidados foram os jornalistas Gustavo Porto, da
Agência Estado, e Mauro Zafalon que há 25 anos trabalha na
Porto foi claro ao dizer que odeia assessoria de imprensa e que quer morrer repórter. Argumentou: “Em assessoria você tem
que engolir muito sapo, fazer a vontade do cliente”.
Apresentando o que um assessor deve e o que não deve fazer, Zafalon defendeu a idéia de que o jornalista da assessoria deve
ser o mesmo da redação e seguir os mesmos princípios. Nunca deve mentir, precisa conhecer bem a empresa na qual
trabalha e saber para quem vai mandar a informação, para não correr o risco de ficar mal visto pelos jornalistas. “Tudo que vier
depois com o nome de um assessor que eu já conheça e que me manda material de má qualidade, eu já ‘deleto’ mesmo que
seja algo muito bom”, disse Zafalon com relação a assessores que mandam sugestões de pautas totalmente inviáveis.
Os debatedores também abordaram o comportamento de veículos de comunicação que simplesmente publicam os releases
inteiros das assessorias de imprensa em suas páginas. Condenaram a prática e defenderam que o jornalista deve apurar a
informação e checá-la antes de publicar.
Segundo os jornalistas, a assessoria de imprensa tem uma participação pequena na elaboração da pauta do jornal, mas
cresce no emprego. “Com relação ao emprego isso acontece porque assessoria é algo muito novo, então está crescendo
muito”, disse Porto.
Edição - Karla Gigo