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Dia 05/10 - Mesa redonda

Profissional multitarefa e especialização do comunicador é discussão para o Simpósio

Palestrantes em discussão
 
 
 
Multiprofissional: esse foi o termo que definiu o segundo dia do 4° Simpósio do Curso de Jornalismo da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep).
 
 
O evento, que aconteceu no Auditório Verde do campus Taquaral, trouxe à tona as discussões do impacto das novas mídias e das oportunidades que surgem para o jornalismo - assim como as responsabilidades que são consequências delas.
 
 
Os expositores Rodrigo Alves, editor do Jornal de Piracicaba, Roger Marzochi, da Agência Estado, Hellen Sacconi, repórter da EPTV Campinas e Giuliana Girardi repórter da Rede Globo São Paulo, são todos ex-alunos da Unimep e contaram sobre as experiências vividas em suas carreiras e os principais desafios que a televisão e as redações estão superando com a ascensão das novas plataformas de produção da notícia.
 
 
Hellen destaca que não sabia se conseguiria lidar com os escassos 140 caracteres do Twitter, por exemplo, mas que um jornalista deve saber falar em todos os tipos de mídia. “Hoje o jornalista se depara com situações em que se exige dele conhecimentos em várias áreas”, relata.
 
 
A ideia se confirma com a fala de Giuliana Girardi, que revela. “Um profissional do jornalismo tem que, além de saber lidar com as tecnologias, saber produzir materiais para todas elas”. Helen acrescenta que a experiência com o jornalismo no interior foi essencial para o sucesso com a produção em uma emissora maior, relembrando sua passagem por uma emissora de Piracicaba e contando que fazia desde a pauta até a edição final da reportagem televisiva.
 
 
Em relação à necessidade de o jornalista se especializar, as opiniões divergem e são apresentadas pelos expositores.
Rodrigo Alves acredita na importância da verticalização do conhecimento do profissional. “Para que um jornalista possa falar com segurança daquilo que ele está pautado, ele deve conhecer bem o assunto e assim desenvolver uma boa cobertura”, defende.
 
 
Já Roger não discorda, mas alerta que o jornalista, se não estiver bem preparado para falar de um assunto que domina, pode reportar um fato de forma técnica demais, impedindo que o receptor de sua mensagem compreenda mais sobre o assunto. “Aprendi com uma editora que não importa se alguém tem doutorado ou pós-doutorado. Nós temos que estudar o que gostamos, mas temos que nos policiar para passar clareza”, esclarece o jornalista que destaca a importância de o jornalista “falar a língua do leitor”.
 
 
Leonardo Belquiman - @lbelquiman - lebpereira@unimep.br
Michaella Frasson - mikafrasson@yahoo.com.br
 


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