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Simpósio Jornalismo
Arte: sérgio Campos
 
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07/10/2009 - Televisão
Jornalismo Regional: Compromisso Com a Cultura e a Comunidade

 
Marina Campos - 4º Jornalismo
 
 
Cynthia da Rocha
Expositores destacam potencial do jornalismo regional na televisão 
 
O 3º Simpósio de Jornalismo da Unimep foi aberto no último dia 6 com um debate sobre Te-lejornalismo Regional e Comunidade. O painel contou com a presença dos jornalistas André Camarão (TVB), Eduardo Lacerda (EPTV) e Carlos Quinelato (TV Mix) que foram unânimes em relação à importância da televisão regional como mecanismo capaz de mostrar a riqueza cultural e as dificuldades enfrentadas no dia a dia das comunidades atendidas pelas emissoras em que atuam.

André Camarão, que é diretor de Jornalismo da TVB Campinas, emissora afiliada ao SBT, falou da importância do espírito criativo e inovador, que devem estar na essência do jornalis-ta. Defendeu que novas tecnologias têm o potencial de desenvolver o empreendedorismo no profissional e de ampliar as suas possibilidades de atuação na área da comunicação. “A socie-dade e o mercado de trabalho carecem de novos veículos, mas a internet e a TV digital po-dem, a curto e a longo prazo, nos possibilitar isso”, disse.

O jornalista Carlos Chinellato, que além de diretor de jornalismo da TV Mix, é também editor do Jornal de Limeira, salientou que é preciso encarar a graduação com seriedade, aproveitar todas as oportunidades que surgirem na universidade e no mercado de trabalho. Outra questão levantada pelo jornalista é a necessidade de estar atento às mudanças e na busca constante por conhecimento.

Os jornalistas também falaram do desafio e do prazer de se fazer jornalismo regional.  “Há uma batalha diária do jornalista contra os interesses econômicos e políticos com aqueles que detêm o poder, mas a mídia regional é mais democrática, pois contempla os acontecimentos que estão perto do indivíduo”, afirmou Chinellato.

Para Eduardo Lacerda, editor e apresentador da EPTV Campinas, emissora afiliada à Rede Globo, “ser jornalista é ser percebido” e fazer jornalismo regional é mostrar a face da região, é evidenciá-la, é mostrar suas características, sua riqueza cultural, mostrar os seus problemas e tentar solucioná-los. Entretanto, segundo Lacerda, isso pode se tornar um desafio, pois o jornalismo local está preso aos políticos, à polícia, aos empresários, em função da proximida-de. Portanto, para ele o risco de retaliação é maior.
 

Na mesma perspectiva, André Camarão afirmou que lidar com os interesses de quem detém o poder ainda é difícil, mas defendeu que interatividade se tornará uma realidade e proporciona-rá não só o surgimento de muitas oportunidades, como também maior participação da popula-ção na produção dos conteúdos. “A TV ainda não é representativa e democrática, a pauta é feita por poucos. O ideal é que o público participe da escolha e definição das pautas, mas a interatividade vai possibilitar que a população selecione o conteúdo e participe de forma mais direta, reivindicando seu espaço e seus interesses, pois o jornalismo é um direito fundamental do cidadão”, acrescentou.
 
 
 08/01/2009 - Formação
Debatedores Enfatizam Que “Jornalismo é Conhecimento”

Thiago Sanchez Gaspareto – 4º Jornalismo

Cynthia da Rocha
Para expositores, futuro do jornalismo está na qualidade do conteúdo
 
A mesa-redonda sobre O Futuro do Jornalismo: desafios da profissão, realizada no dia 7 de outubro, proporcionou aos participantes do 3º Simpósio de Jornalismo da Unimep uma verdadeira aula sobre a profissão. Os expositores apresentaram visões acadêmica, empresarial e sindical sobre a formação e o futuro dos jornalistas e da atividade. As exposições foram feitas por Francisco Ornellas (O Estado de S. Paulo), José Augusto Camago (presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo) e José Coelho Sobrinho (professor de Jornalismo da ECA/USP e presidente da Abecom – Associação Brasileira de Escolas de Comunicação).
 
Coelho iniciou afirmando que neste momento o mais importante não é pensar sobre o futuro do jornalismo, mas defender a profissão, e que uma das formas de fazer isso é defender a formação superior e o diploma. Ele acentuou também que o futuro do jornalismo não está só no domínio dos conhecimentos técnicos e sim na preocupação com o interesse social, e que o mesmo não pode ser feito por covardes. “Precisamos de gente crítica”, enfatizou.

O presidente da Abecom também falou sobre a importância das escolas na recriação do jornalismo. “Vejo que o futuro do jornalismo está para ser criado, pois destruído está sendo há muito tempo”, disse. Coelho também destacou a dimensão pedagógica e defendeu que os estudantes devem ser levados a ter uma prontidão para o aprendizado e o ensino deve ser centralizado neles.

Ornellas, que é o responsável pelo Curso de Jornalismo Aplicado e Semana de Jornalismo de O Estado de S. Paulo, iniciou sua fala com uma provocação aos presentes. “Se alguém aqui quer ser rico, pode ir embora. Mas se vocês querem uma profissão sem rotina e ganhar para fazer o que alguns pagariam para fazer, então fiquem!”. Ao longo de sua fala enfatizou que o conhecimento é de suma importância para o jornalista, insistiu na recomendação de leitura, de livros e jornais, e na necessidade de acompanhar a evolução do mercado de trabalho e saber detalhes sobre os meios de comunicação: tiragens dos exemplares de jornais, revistas, custos de produção e tudo o que envolve a indústria da informação.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Guto Camargo, como é mais conhecido, fez uma análise do desenvolvimento histórico do jornalismo, desde o século XIX, mostrando que a profissão possui forte ligação com a tecnologia. Ele destacou, por outro lado, que estas mudanças tecnológicas não mudam a essência da atividade, que é produzir informação de qualidade e a serviço da sociedade. Guto também chamou a atenção para a concentração de mídia no país e para o fato de que isto atrapalha a democratização da informação.

Um dos pontos que mais provocou debate foi a obrigatoriedade do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. Enquanto Coelho defendeu a obrigatoriedade, argumentando que no passado isso impediu que a ditadura colocasse seu pessoal agindo dentro da imprensa, e que mudou a fisionomia do jornalismo no Brasil, Ornellas disse que o importante não é o diploma, mas o conhecimento. Neste aspecto, criticou o que chama de “reserva de mercado”. O tema também foi tratado por Guto, para quem o jornalismo é uma profissão específica, particular, que necessita ser aprendida e que, portanto, o diploma é necessário.
 

09/10/2009 - Tecnologia
Rumos do Rádio e Experiência Profissional Encerram Simpósio

Vieira Júnior – 4º Jornalismo
 
 Cynthia da Rocha
Mesa sobre rádio estimulou a participação dos estudantes e motivou perguntas

A experiência profissional dos palestrantes e a descontração marcaram a mesa redonda de encerramento do 3º Simpósio de Jornalismo da Unimep, que aconteceu no dia 8 e teve como tema Radiojornalismo: novas tecnologias e práticas.  Os jornalistas Rodrigo Simon (Sulamérica Trânsito), Juliana Caetano (Band News) e João Turquiai (Você), contagiaram os estudantes e demonstraram todo o potencial informativo e formativo do rádio.

Os jornalistas expositores falaram sobre as mudanças tecnológicas por que vem passando o rádio e discutiram os novos rumos do veículo que segundo eles necessita cada vez mais de um jornalista multimídia. “O rádio precisa de jornalistas com bom texto, que saibam falar no microfone e também operar a mesa”, salientou Juliana Caetano lembrando que na Band News o jornalista é quem opera toda parte técnica.

Como uma tendência que pode ser seguida, João Turquiai comentou sobre modelo que o grupo O Liberal implantou em Americana, ao integrar as redações do jornal impresso, rádio e Internet. “Apenas um vidro separa a rádio Você da redação do jornal e da internet. Quando sai uma notícia todo mundo já fica sabendo” disse.

Rodrigo Simon contou sua trajetória profissional, que começou no jornalismo da Rádio Difusora AM, em Piracicaba e inclui empresas como a CBN e Band News, e destacou que os recém formados precisam ter iniciativa para abrir os seus espaços no mercado de trabalho. Também defendeu que os estudantes precisam se informar e buscar conhecimento, pois é isso que dá qualidade e diferência a informação jornalística.

Após a discussão das questões tecnológicas, os convidados falaram sobre a prática e, contando experiências próprias, arrancaram boas risadas dos professores e dos quase cem alunos presentes. Na “sessão gafes”, se destacaram os áudios trazidos por Turquiai com erros de jornalistas que esqueceram o microfone ligado durante uma trasmissão.

 

 
 
 
Tema: O FUTURO DO JORNALISMO
 
Realização: Curso de Jornalismo da Unimep
Data: 06 a 08 de outubro de 2009
Local: Campus Taquaral da Unimep - Sala Vermelha
Horário: 19h30
 
Confira spot de rádio:
 
 
 Programação
 
06/10/2009 (Terça-feira)
Painel 1 – TELEJORNALISMO REGIONAL E COMUNIDADE
Expositores
Andre Camarão (TVB - Campinas)
Eduardo Lacerda (EPTV - Campinas)
Carlos Chinellato (MIX Regional - Limeira)

07/10/2009 (Quarta-feira)
Painel 2 – O FUTURO DO JORNALISMO: DESAFIOS DA FORMAÇÃO

 
Expositores
Augusto Camargo (Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo)
Francisco Ornellas (O Estado de S. Paulo)
José Luiz Proença (ECA/USP)
 
08/10/20010 (Quinta-feira)
Painel 3 – RADIOJORNALISMO: NOVAS TECNOLOGIAS E PRÁTICAS
 
Expositores
Juliana Caetano (Band News Campinas)
João Turquiai (Rádio Você – Americana)
Rodrigo Simon (Rádio Sulamérica Trânsito - São Paulo)
 
Informações e inscrições
 
Fones: (19) 3124.1676 e 3124.1677
E-mail: cmarim@unimep.br - prbotao@unimep.br
 
Apoio:
 
 
 
 
 
 
CAC - Centro Acadêmico de Comunicação da Unimep
 
DCE - Diretório Central de Estudantes da Unimep
 
 

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