18/06/2010 Direito exige formalidade de seus profissionais
Por Rafaela Gazetta rafaela_amigo_16@hotmail.com Flavia Ribeiro flavinhadiasribeiro@hotmail.com 3º Semestre Jornalismo
Elas de salto e maquiagem. Eles de terno e gravata. Quem passa pelos corredores do bloco 5 da Unimep, Campus Taquaral, não se espanta ao ver os alunos de Direito geralmente bem vestidos e alinhados. Desde o primeiro semestre do curso os alunos já optam pelas roupas mais formais e comportadas.
Segundo as alunas Evelin Silva e Ana Paula Moretti, ambas do 9º semestre de Direito, os estágios supervisionados começam muito cedo, logo no início do curso, e por isso os alunos procuram acompanhar o estilo das pessoas com quem trabalham, geralmente advogados. “O curso de direito segue uma formalidade, portanto não posso entrar em um judiciário de camiseta, shorts e chinelos, é preciso seguir este padrão. A aparência é o nosso cartão de visita”, explica Ana Paula.
A antropóloga e professora Dora Maria Tedrus explica que pelo fato do Direito ser uma área muito antiga exige certa postura e regras estabelecidas para os profissionais do ramo, ao contrario da comunicação que além de mais nova é mais flexível.
Profissionais multifacetados
Despindo-se de qualquer formalidade, trajados de shorts e chinelos, os alunos de Comunicação da Unimep respeitam o estilo dos futuros defensores das leis, mas contam que a comunicação não se baseia na formalidade, mas sim no conceito de ser multifacetado já que o comunicador deve se adequar ao meio e ao receptor em geral.
Segundo as alunas Juliene Sanches e Francine Alsleben, alunas do 7º semestre de Publicidade e Propaganda, e Mariana Fiacco do 5º semestre de Jornalismo o comunicador não trabalha com regras, ele tem a habilidade de se adaptar conforme o ambiente em que estão como um camaleão. “Se for necessário nos portamos de acordo com a situação” ressalta Juliene.
De acordo com Dora o jornalista, por exemplo, se submete a várias situações e ambientes inusitados, portanto em cada ocasião se vestem e se comportam de uma maneira. Já os advogados, promotores e juízes, normalmente, estão sempre no mesmo ambiente de trabalho, mantendo assim, a mesma postura.
A identidade de cada um deve ser resguardada, esclarece Dora, mas vestir a camisa da profissão e respeitar as normas impostas por ela é fundamental, mesmo que tais regras choquem-se aos estilos dos profissionais.
Edição: Vanessa Carvalho nessa18carvalho@hotmail.com
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