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Futuro
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Jovens querem acertar na profissão
 
Orientação vocacional realizada por psicólogos auxiliam jovens a definir escolha profissional
Rafaela Ometto - 6º Jornalismo
 
 
 Foto: Rafaela Ometto
Fernanda está entre Medicina e Midialogia
 
Médico? Agrônomo? Professor? Cientista? Será que aos 17 anos, média de idade que se conclui o ensino médio, é possível decidir o que se fará com 40? Quem nunca passou por essa agonia que atire a primeira pedra. A dúvida é inevitável e exige maturidade emocional para que o jovem consiga decidir a profissão que poderá exercer em sua vida. Segundo a pedagoga Claudia Beatriz Nascimento Ometto, existem alunos que escolhem a profissão “por modismos ou por influência de algum colega ou apenas porque estão gostando de alguma atividade que estão realizando nesta época da vida”.
 
Para Claudia, o que acontece em instituições de ensino, principalmente as particulares, é que a preocupação é com o conteúdo do vestibular. “A maioria não informa suficientemente o jovem na escolha de sua profissão e enfatiza muito o passar no vestibular, independentemente do curso”, afirma. Como coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Dom Bosco de Piracicaba, ela conta ter alunos que ingressam na faculdade sem saber o que vai estudar e o mercado de trabalho que existe à disposição. “Muitos desistem, outros ‘tocam com a barriga’ para concluir e obter ascensão profissional mediante ao diploma”, enfatiza.
 
 Foto: Rafaela Ometto
Andrea aplicará testes variados na orientação vocacional de Fernanda
 
A falta de orientação e informações sobre cursos e profissões nas escolas faz com que a orientação vocacional aplicada por psicólogos seja uma alternativa. A psicóloga Andrea Piffer realiza testes e orientações para jovens, em sua maioria, com 16 e 17 anos. Ela conta que já atendeu casos em que a pessoa tinha a profissão definida, mas precisava de uma segurança na escolha e, por isso, recorreu às orientações. É o que acontece com a estudante Maria Fernanda Ferreira Bregnoli. Por pensar na profissão que exercerá mas ter dúvida entre duas áreas, medicina e comunicação social em midialogia, procurou pela orientação para sentir-se segura. “Meus pais me apóiam, mas achei importante fazer a orientação.” Quando questionada se se considera apta para decidir sobre a profissão com apenas 16 anos, afirma, com convicção, que quer “muito encontrar” em um desses cursos a profissão certa. Fernanda conta sentir falta de orientação na escola. “Os professores focam muito em universidades como USP e Unicamp e esquecem de passar informações de cursos e mercado de trabalho”. A estudante quer conhecer mais sobre as profissões e saber suas afinidades para acertar em ‘cheio’ na escolha profissional.
 
Os testes de orientação vocacional são feitos em, no mínimo, 20 sessões. Durante os testes, o psicólogo conhece a personalidade e os interesses, pesquisa sobre as três profissões de mais afinidade e transfere os resultados à família. Essa devolutiva é muito importante e, segundo Andréa, “desempenha um papel de incentivo e segurança para o adolescente”. Após os resultados, ela leva o estudante a uma visita nos laboratórios ou então agenda uma conversa com o coordenador do curso para esclarecer dúvidas e curiosidades. “Este momento de definir o curso é muito importante na vida do jovem, pois sairá desta fase sua escolha da vida”, afirma.
 
 

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