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A saga do Crepúsculo
A jovem que se apaixona por um vampiro, uma história de amor que está conquistando a todos
Aline Cristiane Joaquim - 6º Jornalismo
![]() O livro Crepúsculo está entre os mais vendidos e adorados pelo público em geral. A autora Stephenie Meyer conta na ficção a história da jovem Bella Swan (Kristen Stewart), que se apaixona pelo vampiro Edward Cullen ( Robert Pattinson). Quem pensa que a serie Crepúsculo acabou por aí está enganado, a história tem continuação em Lua Nova, Eclipse e Amanhecer. O seriado levará milhares de seguidores eufóricos ao cinema.
A estudante Anna Laura Bueno de Camargo se empolga ao falar sobre o Crepúsculo. ”Me apaixonei pela ficção ao assistir o primeiro filme. A partir daí me despertou a curiosidade pela saga. É uma história envolvente, quem começa a ler o primeiro romance, não consegue parar”, afirma. Anna queria saber mais sobre o mundo twilight. Leu o primeiro livro e não parou até chegar no Amanhecer, último título da série. "A história é muito linda. Acho que todas as garotas que leram desejaram Edward, pois ele é perfeito, apesar de ser um monstro. Mas para Bella, ele é o ser mais perfeito do mundo e acho que toda garota já teve algum amor assim, ou quer ter".
![]() Para a jovem, o filme devia ser mais fiel ao livro, pois as pessoas que só assistiram ao filme e gostaram deviam ler o livro também, já que muitas coisas foram cortadas no primeiro filme e ficaram dispersas. Ela conta que o filme Lua Nova, que estreiou no dia 19 de novembro, atingiu as suas expectativas, pois foi mais fiel ao livro. A jovem gostaria de participar do fã clube da saga, pois adora falar sobre twilight. Para ela, seria bom ter com quem discutir sobre os livros e os filmes. A universitária Milena Forti conta que seu fanatismo pelo Crepúsculo surgiu quando assistiu pela primeira vez o filme. “Assisti um milhão de vezes e corri pegar os livros para ler”, diz. Ela está terminando de ler Eclipse, o terceiro livro e afirma ter gostado da história pela perfeição do personagem Edward, que interpreta o vampiro. “Ele é mil vezes melhor que o príncipe encantado. Não me identifico com nenhum personagem, mas bem que gostaria de estar no lugar da Bela”, brinca Milena. Com Luan Silva Lima não é diferente. Após assistir o filme, o jovem se encantou com a ficção e foi logo tratando de ler a série. “Achei uma história interessante, por mostrar um mundo diferente da nossa realidade e fazer o leitor usar sua imaginação”. Ao falar dos personagens, Luan se identificou com o Emment Cullen (Kellan Lutz), pois ele vê o lado positivo e divertido da história. Segundo ele, é emocionante ver o livro se tornando ‘realidade’ nos filmes. “É claro que nos livros tem tudo mais detalhado e consegue entender melhor a personalidade dos personagens”, destaca. Mas reconhece haver um ponto negativo na trama: o modo como a autora detalha as cenas acaba sendo maçante.
A psicóloga Maria Dolores Alvarez acredita que algumas pessoas se sentem atraídas por alguns personagens de livros ou de cinema devido a processos de se identificarem com eles nas angústias, nos conflitos, nas dificuldades, nas fantasias, nos sonhos, nos problemas da vida ou também por idealização. Segundo ela, algumas pessoas podem usar a leitura ou a ida ao cinema como uma fuga do viver a vida, dos contatos e relacionamentos sociais. “Tem pessoas que podem consumir os mesmos livros, não por um enriquecimento pessoal, mas por status, exibicionismo, narcisismo, apenas para mostrar para o outro o quanto culto ele é”, avalia.
O fanatismo por personagens fictícios, como qualquer outro tipo de fanatismo, analisa Maria Dolores, faz com que as pessoas fiquem identificadas de forma tão intensa com alguns personagens, que perdem a capacidade de discriminação, de pensar os pensamentos, não podendo mais ter idéias próprias. “A arte deve ser libertária e não aprisionaste”, afirma a psicóloga.
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