16/09/2009
Palestra sobre educação ambiental abre Serbio
Marina Campos – 4º Jornalismo
O professor, pesquisador e ambientalista Marcos Sorrentino ministrou palestra na Unimep no último dia 31, na abertura da 8ª Serbio (Semana Reunião da Biologia). Sorrentino, que é professor da Esalq e ex-diretor do Ministério do Meio Ambiente, falou sobre Educação Ambiental para as sociedades sustentáveis.
Palestrante Marcos Sorrentino
A palestra destacou a importância do desenvolvimento sustentável, educação ambiental e sobre a adoção de novas medidas, para se promover mudanças no comportamento humano em relação ao meio ambiente. O pesquisador alertou para a emergência e a necessidade de transformações que deverão acontecer nas ações humanas a fim de que se diminua a degradação ambiental. Segundo Sorrentino, a sociedade deve começar a refletir sobre sua existência e adotar novos comportamentos e valores frente a essa nova realidade. “Devemos pensar nas gerações futuras e no futuro do planeta. O desenvolvimento não pode esgotar os recursos do nosso amanhã”, enfatizou.
Essas mudanças, para Sorrentino, no entanto, só serão possíveis, por meio da educação, mas não só no âmbito escolar. “A Educação Ambiental deverá acontecer no âmago da sociedade e deve ser tratada com a seriedade devida, considerando a totalidade e a complexidade do ser humano. Ela ainda deve ser permanente e continuada”, acrescentou.
Durante a exposição, Sorrentino também chamou a atenção para um fator relevante: a educação como um todo e principalmente a educação ambiental não é só de responsabilidade da escola. “Não há como promover a educação ambiental esperando ações somente da pedagogia, o processo deve ser dialógico. O ato pedagógico deve ser perpassado para todo um entorno social. Devem-se trabalhar as políticas públicas e elas devem estar engajadas com as propostas ambientais, ou seja, o ideal é que o processo caminhe da pedagogia às políticas públicas”, explicou.
Questões sobre poluição (do ar e das águas), queimadas e aquecimento global, também foram abordadas, e o professor também tocou em um assunto, em sua avaliação é de extrema importância: o consumismo exacerbado. Na sua concepção, deve haver um comprometimento de toda a sociedade na diminuição do consumo. “Temos que romper com a inércia que essa realidade do consumo promove, e esta é uma mudança e uma transformação cultural e ideológica. O comportamento, de se descartar, se estendeu para toda a ação humana: a criança brinca com um brinquedo pouco tempo, logo descarta e quer outro. Assim também são, por exemplo, os relacionamentos. Tudo está mercantilizado. Precisamos mudar essa realidade; precisamos de um pacto com a vida”, asseverou.
No final Sorrentino salientou que os indivíduos é que devem reproduzir essas mudanças, não poluindo, reciclando, gastando menos água. Também recomendou ações conjuntas e integradas com órgãos da sociedade civil comprometidas com essa causa, como ONGs, grupos religiosos, escolas, entre outros. Na sua concepção, estes órgãos contribuem para grandes conquistas no combate à degradação do meio ambiente, bem como para conscientização da população em relação a todas essas questões por ele citadas.
Edição - Karla Gigo